
Fotos: ANGELO PIERETTI/Grêmio FBPA
OS EMPRESÁRIOS VENCERAM A ELEIÇÃO DO GRÊMIO
Leo Müller analisa a eleição do Grêmio e mostra como o legado empresarial e a busca por estrutura venceram o sonho e a promessa.
A eleição do Grêmio terminou, e o recado do sócio foi claro: venceu o legado deixado por Marcelo Marques.
Marcelo Marques entrou acelerado demais no comando do clube. Comprou a gestão da Arena, algo gigantesco, e prometeu colocar muito dinheiro no futebol, entrando num ritmo que poucos dirigentes conseguem sustentar. Essa velocidade cobrou um preço: saúde, desgaste emocional e pressão constante.
Ele se afastou, mas deixou uma estrutura viva. Uma estrutura que segue funcionando e que foi assumida por Celso Rigo, que reorganizou apoios, costurou bastidores e reuniu um grupo empresarial capaz de dar ao torcedor a sensação de realidade e continuidade.
O torcedor viu algo concreto, algo que é possível sentir e cobrar no futuro.
Caleffi mexeu com o imaginário do torcedor — e mexeu porque tentou contratar Karim Benzema, um dos jogadores mais bem pagos do planeta, algo muito distante da realidade financeira do Grêmio. Gerou sonho, conversa, paixão. Mas não virou realidade.
E a resposta veio nas urnas: quase 70% escolheram Odorico Roman e Celso Rigo.
O peso dos empresários
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A nova gestão chega apoiada por um bloco empresarial sólido, que dá lastro, seriedade e capacidade de investimento.
Entre alguns nomes de empresários que apoiaram ou fazem parte da gestão, estão:
· Celso Rigo — presidente da Pirahy Alimentos, articulador central e investidor decisivo.
· Ricardo Vontobel — presidente da Neugebauer Alimentos S.A., colaborador histórico do clube.
· Paulo Grings — que comandou o Grupo Picadilly por 20 anos e agora assume como vice-presidente do Grêmio.
· André B. Gerdau Johannpeter — presidente do Conselho de Administração da Gerdau, que demonstrou apoio público nas redes sociais.
Outros empresários que se aproximaram formal ou espontaneamente, reforçando a ideia de projeto, continuidade e capacidade financeira.
Esse grupo não garante taças, mas garante estrutura, base e responsabilidade compartilhada. E porque existe estrutura, o torcedor tem o direito — e o dever — de cobrar.
E agora?

Agora começa o trabalho real. É hora de transformar estrutura em futebol, discurso em entrega, expectativa em competitividade.
A nova gestão tem algo que poucas tiveram: uma liga empresarial forte, apoio financeiro e confiança do torcedor.
Mas isso vem com cobrança obrigatória: não dá para entregar pouco, não dá para repetir erros, não dá para viver de promessa.
O torcedor quer projeto, quer time, quer um Grêmio moderno e competitivo. Não quer apenas um nome grande. Quer um grande Grêmio.
A eleição passou. Agora é a hora de entregar.
E o torcedor — atento, apaixonado, inteligente — sabe exatamente o que vai cobrar.
IMPORTANTE: As opiniões dos colunistas são independentes e não expressam, obrigatoriamente, a visão da Alfa.
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