Remo Série A 1994

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25/11/2025
5 minutos

Remo em 1994: como era o Brasil e o futebol na última vez que o Leão jogou a Série A do Brasileirão

Diego Viñas
Diego Viñas

Em 1994, última vez do Remo na Série A, o Brasil era tetra e o Fortaleza caía para a Série C. Relembre o ano marcante para o futebol.

O Remo voltou à elite do futebol brasileiro depois de 31 anos. O time paraense viveu em 1994 sua última aventura na Série A do Brasileirão. Enquanto o Leão corria entre os gigantes, o Fortaleza estava na Série B e cairia para a Série C, o Ceará também disputava a segunda divisão e muitos clubes que hoje dominam as conversas — inclusive nas apostas esportivas — ainda buscavam espaço no cenário nacional.

Em 1994, o Juventude foi campeão da Série B e subiu para a primeira divisão junto com o Goiás. Mas ficaram pelo caminho outros conhecidos como Santa Cruz (hoje na série D), Athletico Paranaense, Ponte Preta e Coritiba, atual campeão da 'bezinha' deste ano.

A Alfa revisita esse ano marcante para entender o que acontecia dentro e fora do futebol quando o Remo pisou pela última vez na elite.

O Brasil ainda gritava “É tetra!” em 1994

brasil tetra 1994 alfa

O país vivia uma ressaca emocional deliciosa: o tetra da Seleção Brasileira. No dia 17 de julho de 1994, Roberto Baggio isolou o pênalti em Pasadena e a nação inteira explodiu. O grito de Galvão virou meme, bordão, patrimônio cultural.

Romário estava no auge. Bebeto embalava a imagem eternizada do “embala nenê”. Dunga virou símbolo de superação. Taffarel virou muralha eterna. O título interrompeu um jejum de 24 anos e recolocou o Brasil no topo do futebol mundial.

Enquanto isso, o Remo vivia seu próprio momento de glória, encarando os melhores clubes do país naquele mesmo ano histórico.

A morte de Ayrton Senna marcou o ano

Ayrton Senna Tri campeão Alfa

Se por um lado o tetra trouxe euforia, por outro o país viveu seu luto mais profundo no esporte. Ayrton Senna, tricampeão mundial e maior ídolo nacional fora do futebol, morreu em 1º de maio de 1994 no GP de San Marino.

A comoção foi gigantesca: mais de 1 milhão de pessoas acompanharam o velório e o cortejo em São Paulo. O país parou. A TV parou. O esporte parou. Até hoje, nenhuma lembrança de 1994 escapa dessa ferida aberta.

Jogadores que nem tinham nascido quando o Remo jogou a Série A

Para mostrar o quanto 1994 está distante, basta olhar para os astros que hoje movimentam milhões, dominam rankings e alimentam as conversas — e as apostas esportivas — do torcedor.

Todos estes nasceram depois da última vez do Remo na elite:

• Kylian Mbappé (1998) – já campeão do mundo, estrela do Real Madrid e candidato a dominar a próxima década.
• Erling Haaland (2000) – o artilheiro-monstro do Manchester City.
• Vinicius Jr. (2000) – referência do Real Madrid e protagonista da seleção brasileira.
• Rodri (1996) – cérebro do Manchester City e da Espanha, um dos melhores volantes do mundo.
• Lautaro Martínez (1997) – campeão do mundo com a Argentina e ídolo da Inter de Milão.
• Trent Alexander-Arnold (1997) – um dos jogadores mais influentes do Liverpool.

É como se o Remo tivesse vivido sua Série A em outra era geológica do futebol.

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Clubes brasileiros que ainda não tinham vencido a Libertadores em 1994

Essa parte sempre surpreende. Em 1994, vários gigantes do futebol brasileiro ainda não tinham sentido o gosto de levantar a taça da Copa Libertadores da América. O cenário mudou radicalmente nas décadas seguintes.

Inter Campeão Libertadores 2006

Abaixo, os clubes que ainda buscavam o título em 1994 — e quando finalmente conquistaram:

• Palmeiras – só levantou a taça em 1999, depois em 2020 e 2021.
• Internacional – campeão apenas em 2006 e 2010.
• Vasco da Gama – alcançou a glória em 1998.
• Corinthians – viveu seu auge continental em 2012.
• Atlético-MG – ganhou em 2013, com Ronaldinho como protagonista.
• Fluminense – conquistou pela primeira vez em 2023.
• Botafogo – ergueu sua taça inédita em 2024, encerrando décadas de espera.

Hoje esses times ocupam o noticiário, movimentam discussões e, claro, influenciam o universo das apostas esportivas da Alfa. Em 1994, porém, todos ainda eram candidatos — nunca campeões.

Clubes europeus que ainda não tinham Champions League

Se no Brasil alguns gigantes buscavam seu primeiro título continental, a Europa vivia algo semelhante. Em 1994, os seguintes clubes ainda não tinham Champions League:

Chelsea – conquistaria apenas em 2012 e depois novamente em 2021.
Borussia Dortmund – levantou a taça em 1997, com aquele time histórico de Sammer, Riedle e companhia.
Manchester City – só venceu em 2023, já sob a era Guardiola, coroando um projeto bilionário de mais de uma década.

PSG: outro gigante que não tinha Champions e só foi campeão recentemente

Assim como Chelsea, Dortmund e City, o Paris Saint-Germain também não tinha Champions em 1994. O clube francês só conquistou seu primeiro título em 2025, coroando um projeto bilionário que já durava mais de uma década. A equipe, impulsionada por grandes estrelas e por um dos elencos mais caros do mundo, finalmente venceu o torneio que faltava para consagrar sua era global.

É curioso pensar que, enquanto o Remo encarava o Brasileirão de 1994, esses gigantes europeus ainda eram aspirantes a campeões.

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Seleções que não tinham Copa do Mundo

Até mesmo no futebol de seleções, o mundo era bem diferente.

França – só conquistaria sua primeira Copa em 1998, com Zidane brilhando no Stade de France. Depois venceria novamente em 2018 com Mbappé e Griezmann.
Espanha – o auge chegaria apenas em 2010, com o famoso tiki-taka e o gol de Iniesta na final contra a Holanda.

Enquanto essas potências ainda buscavam seu lugar no topo, o Brasil dominava o planeta com seu quarto título mundial.

Remo, memória e esperança

Trinta anos depois, o torcedor azulino olha para 1994 com saudade. Não apenas pelo futebol, mas porque aquele ano parece pertencer a um mundo totalmente diferente — política, economia, esporte, tudo estava se rearranjando.

O Remo fez parte desse capítulo. E cada nova campanha reacende o sonho de voltar a disputar a elite, agora em um universo mais competitivo, globalizado e atravessado por tecnologia, dados e apostas esportivas que ampliam o debate sobre o jogo.

O passado cria identidade. O presente chama para a luta. E o futuro sempre encontra um jeito de surpreender quem acredita na força do Leão.

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